Contra a regulamentação da profissão de analista de sistemas

O Projeto de Lei 607/2007 chegou ao Senado com parecer favorável (e você pode acompanhar o processo neste link, se o servidor do Senado te ajudar). É um tema que já foi bem discutido em outros blogs, como o Não ao PLS 607/2007, dedicado a isso, pelo Professor Silvio Meira, e por colegas de profissão, como Phillip Calçado e Rodrigo Kumpera. Recomendo que leiam esses posts todos, que possuem muitos argumentos com os quais concordo.

Para resumir a história, o projeto de lei propõe a criação de um Conselho Federal de Informática e Conselhos Regionais espalhados pelo país, no mesmo molde do Conselho de Medicina. Também seguindo o modelo dos nossos amigos médicos, o projeto de lei quer tornar obrigatório que um Analista de Sistemas seja formado em uma faculdade de Ciência da Computação, Sistemas de Informação ou Processamento de Dados. E quem não tem nenhum desses diplomas? Quem possuir 5 anos comprovados trabalhando em TI, vai ter uma colher de chá, mas os outros serão considerados ilegais.

Muita gente olha para isso e pensa que essa lei vai botar ordem na casa. Afinal, médicos são fodões, e respeitados e ganham melhor que você que programa em Visual Basic. Finalmente, depois de tantos livros e cursos que você fez, vai poder andar na rua com muito mais orgulho, e blá, blá, blá.

Desculpem o balde de água fria, mas essa lei é um retrocesso, um atraso para o país. Não é um passo para trás, é praticamente um moonwalking. Eis os principais porquês:

Competitividade no cenário global: o Brasil já tem dificuldade para competir com outros países na hora de vender TI por causa da burocracia, dos impostos e da barreira da língua. Coloque mais uma coisa para dificultar, como por exemplo uma regulamentação da profissão de analista de sistemas, e veja investidores começando a olhar para o Kuwait ou Polônia como opções mais lucrativas que o Brasil. Pior, começa a valer muito mais a pena para as empresas brasileiras contratarem serviços de outros países, como a Índia. A regulamentação no Brasil não vai criar e nem proteger empregos. Ela faz os empregos migrarem.

Barreira ao empreendedorismo: no Brasil já é complicado abrir um negócio, porque a lei não te ajuda, os impostos comem todo aquele capital que você preferia transformar em mais empregos. A regulamentação da informática torna as coisas ainda mais complicadas, ainda mais hoje que toda empresa precisa pelo menos um pouco de TI. Obrigado a contratar pessoas com diploma e todos os outros detalhes exigidos pelo Conselho Regional, o empreendedor se torna refém dos preços tabelados causados pela falta de mão de obra.

Barreira à inovação: Países que são pólos efervescentes de inovação em tecnologia como os Estados Unidos e a Índia não criam esse tipo de barreira e é por isso que estão aonde estão. O Vale do Silício (de onde sairam as principais e mais famosas empresas de TI do mundo) não existiria com uma lei que torna mais complicada a captação de talentos. E como uma regulamentação pode definir o que é o mínimo que um profissional deve conhecer em uma área tão dinâmica como tecnologia? Isso acaba tendo o mesmo efeito que o vestibular, em que as pessoas vão investir nesse conjunto mínimo de habilidades, ao invés de se arriscar estudando coisas que poderiam gerar muito mais valor.

Baixa oferta de mão de obra qualificada: a gente já está cansado de ouvir as notícias de que está faltando mão de obra qualificada para preencher as vagas de tecnologia em empresas. Mesmo com a crise isso é verdade, como você pode ver nos sites de ofertas de emprego. Com a regulamentação você torna o número de possíveis candidatos ainda menor. O que começa a tornar interessante terceirizar ou contratar serviços em outros países. Ou fechar as portas. Ou engolir a qualidade baixa de qualquer jeito (você não acha que ter diploma seja sinônimo de qualidade, certo?).

Incentivo à mediocridade: não posso opinar sobre outras profissões que não conheço direito. Mas em informática, uma reserva de mercado só vai servir para proteger os medíocres, os caras que tem o diploma e pagam a mensalidade do Conselho Regional em dia, mas que são profissionais bem “mais ou menos”. Normalmente são os caras que se formaram em alguma Uniesquina do grupo Tabajara (se alguém se forma no seu curso sem saber programar, seu curso é picareta) por aí, em que o processo seletivo se tratava de assinar o cheque, e quase todo mundo se forma no tempo certo (se pagar direitinho). Esse cara pode ficar mais despreocupado ainda em tentar melhorar, já que a carteirinha de registro dele e a falta de mão de obra seguram o emprego dele. Se bobear, ele apenas assina os projetos. Os caras bons, diferentes dele, hoje já se diferenciam tanto que não tem problema para se colocar. Se souberem vender seu peixe até conseguem um bom salário. Os bons não precisam dessa lei para se proteger.

Farinha do mesmo saco?: O projeto de lei trata todo profissional de TI como Analista de Sistemas ou Técnico de informática. Inclusive diz que pessoas que vão gerenciar projetos ou fazer auditoria precisam ser profissionais com diploma na área. Tudo bem que acho meio complicado lidar com gerente de TI que entende pouco de informática, mas acho um exagero dizer que alguém precise de um diploma na área para entender o suficiente para gerenciar o projeto. Desenvolver um sistema e gerenciar pessoas são competências muito diferentes, e acredito que uma pessoa que se formou em Ciência da Computação não morra de amores por gerenciar um projeto, da mesma forma que alguém que se formou em Administração não deve achar muito legal desenhar a arquitetura em camadas de um sistema web de alta performance. Acho besteira desperdiçar o tempo dos professores e desses alunos que acham mais legal gerenciar, com aulas sobre árvores rubro-negra, por exemplo. Sem falar que os cursos de TI normalmente não tem quase nada voltado a planejamento, coordenação e etc. (ainda bem, porque se tivessem iriam deixar de fora partes importantes do currículo).

Mais uma taxa para machucar seu bolso: Essa é fácil de justificar. Você, trabalhador honesto, acha legal pagar uma taxa anual (ou mensal, sei lá) para poder continuar trabalhando honestamente? E os impostos que você já paga?

Diploma como um fim: a regulamentação parte do pressuposto de que o diploma é um fim, e não um meio para que o sujeito se torne um bom profissional. Como se ao receber o diploma ele se tornasse um ser iluminado, saindo de seu casulo dourado para se tornar um super mega fodaço analista de sistemas. Acredito que todo mundo que trabalha na área já conheceu gente que tem o diploma e mesmo assim é um zero à esquerda como profissional. Todo mundo da área sabe que existem muitas faculdades que não se preocupam com a qualidade do curso, e sim com a lucratividade do negócio do diploma. A regulamentação ajuda as pessoas que vêem o diploma como um fim a se tornarem mais acomodadas ainda. Porque elas sairam do casulo dourado.

Contra-argumentos comuns e esperados

Reservei este espaço para já deixar meio respondidos os principais contra argumentos (alguns meio idiotas) que vejo por aí quando este assunto é discutido.

Você está reclamando porque não tem diploma“: Falso. Eu sou formado em Ciência da Computação. Mesmo assim, acho idiota esse argumento. Discussões se fazem com idéias, não com credenciais.

Você deixaria uma pessoa qualquer que não fosse formada em medicina te operar numa sala de cirurgia?“: Dã! Esse contra argumento assume que essas duas profissões são muito parecidas, o que não é verdade. A medicina não avança na mesma velocidade que a tecnologia. A medicina é uma profissão em que o diploma está muito mais próximo da finalidade a que se propõe (vide metáfora do casulo dourado), mesmo que no decorrer da profissão o profissional precise se atualizar. E principalmente, em uma mesa de cirurgia uma pessoa pode morrer. Como você vai saber se aquele cara que vai te operar (cruz-credo, bate na madeira) pelo menos tem uma idéia do que está fazendo? Um jeito de testar é deixar ele fazer, mas você pode não estar lá para dar o veredito depois. Em informática, você pode e deve levar um tempo para avaliar a competência de alguém. Se você tem um cara muito ruim no seu projeto, você vai notar depois de um mês. Você não tem um mês para avaliar um médico.

Sem a regulamentação a área fica cheia de oportunistas que aprenderam a programar com um livrinho de banca de jornal e oferecem o serviço a preços muito baixos.“: Oi, conhece capitalismo? Se o serviço que esse garoto fornece, com conhecimento de banca de jornal, atende o que esse suposto cliente está querendo, qual é o problema? E se o que o cliente queria era realmente algo muito simples, possível de se fazer com conhecimento de banca de jornal? Esse cliente também tem que ter na cabeça de quem ele está comprando, e está assumindo esse risco. Muitos vão preferir um profissional graduado para não arriscar e vão pagar mais por isso. O mercado tem diferenças gritantes de salário, e na minha opinião é muito mais questão da pessoa saber se vender (no bom sentido).

Conclusão

A regulamentação só gera mais dinheiro para donos de faculdades picaretas, para as pessoas que vão fazer parte desses conselhos e vai passar um bom tempo contando o dinheiro das mensalidades dos profissionais registrados e para os profissionais mais acomodados. É uma lei que beneficia poucos e prejudica o crescimento do país. Enquanto isso, países que levam a tecnologia e desenvolvimento a sério nem cogitam criar uma lei como essa.

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113 Respostas para “Contra a regulamentação da profissão de analista de sistemas

  1. Sabe de algo que se possa fazer na prática para tentar impedir que uma lei absurda dessas passe? Existe algum abaixo assinado ou manifestação séria a respeito?

    • Acho que no atual estágio, só tentando entrar em contato com senadores e informá-los sobre os problemas que o PLS pode causar. Infelizmente eles estão legislando sobre algo que não conhecem muito bem.
      Eu gosto da idéia do Kumpera de enviar tralha pra eles, mas não sei se é a melhor maneira. Abaixo assinado da internet eu não acredito que faça muita diferença.

  2. De alguma forma a profissão deve ser regulamentada, isso parece mais um corredor de camêlos..

  3. Sem preços definidos, quem vende o peixe mais barato ferra com os outros que querem um valor justo pelos serviços oferecidos, ainda mais que cada ano pedem mais conhecimento pagando a mesma coisa..

    • @Joe
      Mas de que adianta se o preço for tabelado no Brasil e o cara na Bósnia cobrar 10% do que você cobra? Se você se colocar no lugar do empresário, qual opção você acha melhor para te gerar lucro?

  4. Flavio Franco Jr.

    Assim como engenheiros, médicos, dentistas, contadores entre outros profissionais de classe, o Analista de Sistema é responsável por algo. Sistemas de informação, hoje significa responsabilidade com finanças, contabilidade, engenharia, produção, competitividade, confidencialidade e até mesmo com vidas em casos de sistemas de missão crítica. É justo que tais responsabilidades não seja fiscalizada e regulamentada para que sejam minimizados erros, corrupção e fraudes? Acho que um conselho ético da profissão iria sanar todas as necessidades legais e de responsabilidades, dando ao profissional de TI não só o respeito, mas também a legalidade de seu trabalho.

    Quando se desenvolve software para uma locadora, tudo bem, não há problemas, mas quando falamos de sistemas ERP, BI, CRM e de missão crítica que envolve dinheiro, vidas humanas e vidas de corporações, caso algo saia errado quem culpar? Coloque-se no lugar de um empresário que necessite de um sistema, qual a garantia legal e técnica que você pode dar a este empresário. Eu digo que um engenheiro recolhe uma ART e diz: -Eu sou responsável, um médico assina e carimba dizendo o mesmo, um contador assina um balanço e pública dizendo que aquilo é correto e o sistema, quem garante que não falhará, que não irá me trazer problemas com a receita ou com justiça?

    Não acho que seja um retrocesso, mas sim um processo de reconhecimento da importância da profissão e do profissional envolvido, delimitando assim parâmetros para uma competição justa e digna.

    • @Flavio Franco Jr
      Sobre a comparação com as outras profissões, acho que não cabe, pelos motivos que escrevi na seção “Contra-argumentos comuns e esperados”.
      E Flávio, você está falando como se um empresário que fosse precisar de um sistema crítico fosse selecionar profissionais na primeira lan house que encontrasse. Se ele faz assim, ele está assumindo esse risco. Se quer algo melhor, ele seleciona melhor e paga mais por isso. Essa é a beleza da coisa, se as pessoas souberem selecionar melhor (e mandar embora quem não está atendendo) o mercado se auto regula.
      Como acontece na maioria dos países em que se fazem os principais softwares de BI, ERP e CRM que as maiores empresas do mundo utilizam.

      • Sinceramente esse seu “contra-argumento” de que a profissão de informática é diferente das outra profissões é muito fraco, para não dizer ridículo. Do mesmo jeito que um bom pedreiro não pode construir um prédio, um autodidata em programação não pode ser responsável poelo desenvolvimento de um sistema que trata informações financeiras ou coisa do tipo.
        Até concordo que um pedreiro pode fazer a reforma da sua casa, quando se trata de trocar um piso ou pintar uma parede, mas quando houver a necessidade de um alvará, você vai ter que pagar um engenheiro e da mesma forma deve acontecer com a informática, a sua página pessoal pode ser feita pelo seu amigo ou por um adolescente de 13 anos, mas o sistema de frente de loja do meu comércio tem que ser feito por alguém que possa responder judicialmente caso algo saia errado.

      • @Diego Barreto
        Você não disse como a profissão de engenheiro é igual a de analista, apenas assumiu como verdade e baseou o resto do argumento nessa falácia. Um ponto importante em q engenharia civil por exemplo é completamente diferente de engenharia de software: a metodologia, forma de trabalho, padrões, são extremamente bem definidos, bem maduros, com centenas de anos, e que precisam ser seguidos pelos engenheiros para que um projeto seja considerado bem executado. Ao contrário de software em q nada disso é bem definido, mesmo q os vendendores de metodologia e certificações te digam o contrário, existem apenas boas práticas e mesmo essas são questionáveis.
        Poderia existir uma forma de fazer profissionais ruins responderem judicialmente? Até entendo a necessidade disso, mas considerando que o mercado é global, isso só aumentaria os custos de mão de obra no Brasil em relação aos outros países em que isso não existe.

  5. Trabalho com Informática a mais de 6 anos e estou me graduando na área, e o que vi em anos de experiência não vi na faculdade, mas muita coisa que aprendi na faculdade não aprendi com a experiência. E tenho certeza de que todos os profissionais na área devem ser formados na área. Não é justo que uma pessoa que se dedica aos estudos em, busca conhecimento seja comparado com uma pessoa que leu alguns tutoriais na net e oferece teoricamente o mesmo serviço por um valor mais baixo, assim tornando a profissão banalizada!
    Temos o direito de sermos certificados como engenheiros, médicos, advogados…
    Alguém ai aceitaria ser operado por um medico que não possui CRM?
    Moraria em algum prédio que tivera seus cálculos estruturais feitos por qualquer pessoa que houvesse lido um tutorial tipo faça plantas prediais em 21 dias???????

    • @Nilson,
      Favor ler a seção “Contra-argumentos comuns e esperados”.
      Obrigado

      • Sr. elciok,
        Eu que agradeço a atenção desprendida!
        Por incrível que pareça li o post todo e os comentários antes de escrever minha opinião!
        Como opinião cada um tem a sua continuo com a minha de que profissionais de TI, analistas de sistemas devem ter um orgão regulamentador, como outras profissões.
        Não importando com o fato de que as atividades exercidas sejam diferentes carreiras que citamos em comparações, e sim a seriedade com que essas profissões são encaradas!
        Obrigado!!!

  6. Ridículo isso! Deve haver sim uma forma, abaixo assinado o que seja pra ser contra isso.

    E eu assino ate 2x se deixar.

  7. No passado não precisava, por que ninguem sabia o que e pra que servia o setor de informática, mas hoje é nuito importante saber se uma empresa fornce um serviço bom, pelos seus funcionários qualificados.
    Além do mais, vamos separar o joio do trigo, do que tem um estudo comprovado e certificado, se tem que pagar, beleza pagamos, e assim termos uma carreira bem definida com ganhos reais.
    fala de comprar serviços de outros países, quero ver no futuro como vai ficar o suporte, se precisar vai ter que empregar funcionários brasileiros com salários já tabelados e não baseados nos países deles.

    • @Joe
      Mas certificação é diferente de regulamentação ou diploma. Você pode ter seus profissionais certificados de algum jeito na ferramenta ou processos que a empresa usa, se achar que isso faz diferença.
      E outra, ter diploma não significa ter conhecimento. Quantas faculdades picaretas não existem por aí?

  8. Flavio Franco Jr. +1
    Nilson +1

    Acho que na real, na real no pais dos espertinhos está mais do que na hora de reconhecer a nossa profissão.

  9. Se a faculdade tem o certificado do MEC é o que importa, picareta tem para todo lado. A empresa que vai escolher.

    • @Joe
      Mas se a empresa que vai escolher, qual a diferença de ter ou não regulamentação? Já é assim que funciona, auto regulamentação do mercado.
      E o MEC não fiscaliza muito de perto as faculdades. Senão também não existiriam as picaretas.

  10. Não entendo… como um certificado MEC garante algo? Como uma regulamentação vai garantir a qualidade? Vai é piorar. O que realmente forma um bom desenvolvedor é a experiência, coisa que não vai poder fazer até se formar. Teremos milhões de desenvolvedores com canudo, fracos e ganhando uma merreca, porque até onde eu sei o PJ nessa história toda morre ne. Teremos aí salários de 4000 CLT no máximo na maioria das cidades.

    Pensando por um lado, é legal ser todo certinho… bababa.. bebebe.. essas coisas.
    Quero ver como será o primeiro ano dessa lei na prática.

  11. De alguma forma a profissão precisa com urgência de uma regulamentação, do jeito que está não se aguenta.

  12. Leandro +1
    Nilson +2
    Flavio Franco Jr. +2

    sinto muito, mas na minha opinião passou da hora de um reconhecimento da nossa profissão.

    • Blz então, se aposenta!!

    • @Aline
      Eu pessoalmente sou a favor de reconhecer os bons profissionais e não uma profissão.
      Quando você cria uma lei que teoricamente “reconhece” uma profissão, você coloca no mesmo patamar os bons e os medíocres.

      • Obrigado pelo apoio Aline!

        Acredito que se reconhece uma profissão e regulamenta (“certifica”) os profissionais, e acho que é melhor ter um ou dois mediocres que conseguiram passar na prova doque uma terra sem lei, na maneira que é hoje!

  13. Pelo critério Steve Jobs não poderia trabalhar com informática… A “mão invisível” do mercado de Adam Smith atua bem como regulador. O estímulo ao estudo vem das pressões do próprio mercado. Já pensou se somente administradores dirigissem empresas?
    Nossa competitividade já é muito baixa para tal.
    Muito mais produtivo seria desonerar a folha de pagamento e estimular P&D.

  14. Qualquer coisa é só trabalhar como jornalista, já que não precisa ser diplomado para atuar na área!! huhuh

  15. Aposto que muitas opiniões mudariam com um exame da ordem nos moldes do aplicado pela OAB. Aquelas aulas ignoradas de cálculo, o sono da aula de inteligência artificial, o trabalho “em grupo”… O protecionismo é um retrocesso. Se a idéia é filtrar melhor, uma boa prova poderia constar no projeto.
    Ainda acho mais que desnecessário tal projeto, o mercado já seleciona. Certamente não mudará a forma de contratação de Google, Microsoft e outros grandes empregadores. Só reduzirá o investimento no Brasil.

  16. Me aposentar com um salario regularizado do INSS. Não obrigado.

    É uma discussão que realmente é bem polêmica, mas eu tiro pelo o que aconteceu com o curso de Jornalismo… vai dar em nada.

    Bom post elciok.

  17. Joe -1

    Opinião cada um tem a sua, com os seus devidos argumentos! @Joe Só uma dúvida? Porque você não responde dessa forma a algum dos rapazes? Senti um pequeno desrespeito de sua parte, foi pela minha opinião ser contrária ou por eu ser mulher? Aceite que existem opiniões variadas e que existem muitas mulheres no mercado de trabalho, portanto na area de TI não seria diferente!!!

    Obrigada!

    • Meus deus, só disse minha opinião, da mesma forma que vc disse a sua, nada de machismo da minha parte, só acho que devemos clamar pela nossa profissão regulamentalizada e não ficar de braços cruzados.
      Desculpe se fui rude… foi sem querer huhuhuh

  18. Seria bom, não pela parte de qualidade, porque isso se define na empresa de software que o empresário contrata, tendo regulamentação ou não isso não vai mudar. Mas pra valorizar o profissional graduado, fazer ele ser remunerado de forma descente e na sua área de atuação, porque ainda há empresas que contratam um programador e o coloca pra ser diretor de TI pra ganhar R$1200,00. Ae alguns falam “Troxa de que se sujeita.”, mas quem hoje em dia ta dispensando emprego???

    • Isso mesmo, aqui está tendo um foco nas grandes capitais, e no inteiror niguem vê o lado do profissional, que já é bem difícil.

    • @Bruno Bellard
      Eu acho que se o problema é salário, as pessoas precisam brigar pela reforma tributária, pela reforma trabalhista. Essas trazem benefício pro país inteiro (se forem bem feitas óbvio).
      Muitos empresários iriam preferir poder pagar mais do que gastar com impostos.

  19. O jeito é ver pra crer… Se bem que analisando no CQC o que os políticos sabem, acho que nem eles sabem o que estão votando…

  20. Na verdade eu acho que não tenho nada contra. seria msm interessante essa regularização.
    Só creio que seremos mais mal remunerados. Acontecerá de fato uma maior valorização do graduado como o Bruno Bellard colocou, mas como disse antes, não creio que seja algo que chegue a 4000 CLT, o que há uma grande diferença para grandes, experientes e bons desenvolvedores que ganham fácil 8000 PJ.

  21. Flavio Franco Jr.

    A questão é mais profunda analisando o contexto da proposta. Vejamos, hoje qualquer empresa seja ela qual for grande, média, pequena ou micro, independente da região, se é interior ou capital, ao contratar um eng. civil, há um piso para a profissão, determinada pelo orgão de classe e regulamentada, também determina o escopo de cada profissão e sua dadas responsabilidades. É importante frisar, que grandes corporações reconhecem seus analistas, programadores, técnicos e etc. suas profissões, incentivam a qualificação e certificação e definem perfis e planos de carreira. Mas as médias e pequenas empresas, não vêem deste forma. Na grande maioria das empresas do Brasil (micros e pequenas) o analista é confundindo com o programador que é confundido com o técnico que é comparado com um geek curioso de 17 anos. Isso é banalizar a profissão de forma a trazer grande problemas para profissionais da área. Sofri, sofro isso na pele e conheço N profissionais que estão na mesma situação. Para os profissionais de grande empresas ou empresas consciente a regulamentação não trará beneficio ou malefício algum, porém para o profissional das pequenas, daria um alívio e um respeito merecido.

    Quem aqui topa gerenciar uma TI, infra-estrutura de rede, analisar e desenvolver, dar suporte e gerenciar sistema e banco de dados??? Poucos ou quase nenhum! Mas pode ter certeza que por R$ 1200 o empresário das pequenas empresas vai querer que você faça isso, e ainda vai achar caro e sempre te reconhecer como o “Cara da Informática” nunca como o Analista, Coordenador ou Gerente de TI!!! A realidade no interior e no mundo PMEs é bem diferente dos PJs ou grandes empresas!!!

    Um diploma não diz nada, porém um orgão regulamentador ao menos dá o direito de ser respeitado como profissional.

    • Flávio,

      E você acha que a empresa pequena que paga R$ 1200 para o “cara da informática” vai, do nada, passar a pagar R$ 4000,00 somente por causa da regulamentação?
      O que ela vai fazer é cortar o emprego e talvez contratar o seu desenvolvedor de sistemas via elance, pagando até menos de R$ 1200 para um paquistanês ou indiano.
      E outra, o cara que fica muito tempo na empresinha pequena ganhando R$ 1200 só pode ser ruim e não merece mais do que isso mesmo.
      Acho que não existe modelo melhor, no caso de TI, do que os EUA e lá não há nenhum tipo de regulamentação. Diploma não atesta nada. Conheço gente com MBA (em faculdade vagabunda, óbvio) que trabalha carregando caixa e não consegue escrever um texto simples com um mínimo de coerência.

      • Pavan,
        Eu não sei em que mundo você vive, mas não é possível no Brasil abrir uma empresa sem pagar um contador, você sabia? Da mesma forma tem que ser com informática, sempre que uma empresa possuir um setor de informática, tem que ter um profissional habilitado para ser o responsável. Nem toda empresa tem setor jurídico, mas quando tem, tem um advogado responsável que só trabalha meio turno, porque a OAB assim diz. Você acha tão simples assim contratar um indiano ou polonês? ninguém está falando em desenvolvimento de sistemas e sim de responsabilidade, que passa por todos as áreas da informática!

  22. Felipe Rodrigues Farias

    Acredito que seria bom sim exigir um diploma superior para alguns cargos em ti mas não para todos, mas agora não é o momento, antes de criar essa lei precisa de ser melhorado a qualidade das faculdades.

    A gente não pode ter na cabeça assim: vou fazer uma faculdade porque agora preciso de um diploma para assinar algo.

    A gente precisa de pensar da seguinte forma: vou fazer uma faculdade de informática porque assim vou ficar melhor do que os outros profissionais que não tem faculdade, mas infelizmente não é essa a realidade.

    Se criar essa lei agora o Brasil vai ficar enrolado, porque existem ótimos profissionais sem diploma superior e funcionários que não vale nada, mas tem um diploma. Se assim já falta mão de obra imagina se criar essa lei.

    1º melhorar as faculdades
    2º investir em bolsas de estudo para faculdade em TI porque se não vai ficar sem mão de obra, ai vai começar a investir em mão de obra de outros paises.
    3º agora sim pode criar uma lei obrigando ter faculdade para alguns cargos em ti.

    Agora vamos imaginar você fazendo uma cirurgia com um médico sem faculdade, um cara ai que se diz bom em cirurgia.

    Agora imagina você ter uma bela banda que faz sucesso só que metade da banda não pode tocar mais porque apesar de ser belos músicos não podem mais tocar e cantar porque não possuem uma faculdade de música.

    Imagina esse belo musico que nasce com um grande talento ser proibido de fazer profissionalmente o que ele mais gosta e sabe fazer.

    Ou imagina o jô soares não pode mais apresentar seu programa porque não é formador em jornalismo ou outros belos apresentadores de programa de tv.

    Sempre tem os dois lados da moeda, realmente é um assunto que da o que falar.

    Visando o Ti como um todo existe dois tipo de cargo: os especialistas e o pessoal que vai pra parte da gerencia e coordenação.

    Vamos imaginar construindo um prédio.

    Cargos:

    Ex1: obra
    Arquiteto – faculdade? Sim – analista de requisitos, analista de sistemas
    Gerente – faculdade? Sim – Gerente de ti
    Pedreiro – faculdade? Não – programador
    Ajudante de pedreito? Faculdade? Não – ajudante do programador

    Ex2: hospital
    Medico – faculdade?sim
    Enfermeiro – faculdade?não – programador ou especialista em redes por exemplo
    Auxiliar do enfermeiro – faculdade?não – programador

    Ex3: banda
    Maestro – faculdade? Sim, gerente de ti
    Violonista – faculdade? Não, programador
    Cantor – faculdade? Não, programador

    Do mesmo jeito que na área da saúde existe vários tipos de funções que precisam de uma faculdade e algumas outras que não, na informática acredito que precisa de ser igual.

    Imagina se sair uma lei que o pedreiro precisa de fazer uma faculdade ou o enfermeiro, complicado né?
    Construir um prédio e criar um sistema o trabalho é tanto quanto.

    Agora será que o pessoal normalmente investe em ti como investe em uma obra?
    Ta ai o problema, muitas empresas por falta de conhecimento quer contratar um pedreiro e quer que ele faça o trabalho da equipe toda.
    As empresas ainda não entenderam que ti é bom mas custa caro e precisa de ter investimento. Na verdade é difícil achar um culpado, porque informática ainda está crescendo e tem muita para evoluir. Mas com o tempo o pessoal vai começando entender e vai se planejando diferente.
    Acredito que para alguns cargos seja importante ter faculdade, mas não para todos os cargos não precisa, porque a gente sabe que não da para comparar informática com medicina, medicina não tem como aprender sozinho, medicina não tem como você ficar treinando em alguma pessoa até você pegar a prática, a informática é diferente, muitos cursos online, google, e você pode ficar testando até você pegar a prática, então para certos cargos como programador ou um especialista em redes acho ridículo precisar de uma faculdade.
    Acredito que as faculdades precisam melhorar bastante e tomara que com o tempo isso aconteça.
    Só que para a gente pensar desse jeito as faculdades precisa ser melhoradas e muito, os professores de faculdade precisam ganhar mais, e não pode ficar dando aula em faculdade por falta de opção. As vezes o cara fica dando aulinha boba em faculdade porque não é um funcionário competente, ai como ele não consegue nada melhor fica dando uma aulinha qualquer na faculdade para encher a grade curricular.
    Professor de faculdade na minha opinião deveria ser um dos melhores salários que existe, porque ali ele ta formando profissionais, mas a gente sabe que isso não acontece, sendo os melhores salários iriam atrair os melhores profissionais e assim iria facilitar para acontecer uma boa formação.
    Gente de inicio essa é minha opinião, mas estou disposto a analisar e mudar de opinião se eu ver que isso seja coerente, mas essa iniciativa de tentar melhorar eu vejo como um grande passo, por mas que estejam fazendo uma iniciativa errada tudo bem, mas o importante é a iniciativa, começando trabalhar em pró de um melhora como o tempo a idéia vai amadurecendo e aos poucos as coisas vão melhorando.
    E quero fazer um pedido a todos, não é porque vc tem faculdade que vc vai defender que a lei seja aprovada, ou se vc não tem vai defender que a lei seja um atraso de vida, e vc trabalha com ti procurar focar na melhora com um todo, só assim nosso pais pode evoluir. Muitas coisas não evoluem porque cada um fica puxando sardinha para o seu pastel, vê se abre a cabeça vamos procurar opinar para melhora do TI.

    Eu gosto muito de Ti, não tenho faculdade apenas curso técnico e vários profissionalizantes, cursos online etc. Pra mim eu torço pela melhora do ti, e quero que independente se alguma mudança me favoreça ou não isso não importa, torço mesmo pela evolução no ti como um todo.

    • O Exemplo que citou sobre os músicos eu achei engraçado, pois para realizar shows e se apresentar formalmente apesar de aparentemente ser uma bagunça, eles todos tem de ter registro na OMB.

  23. Mexeu em vespeiro dessa vez, hein?
    Li seu texto e a maioria dos comentários.
    Ainda não sei dizer se a regulamentação per se é uma coisa ruim.
    Meu medo é a regulamentação made in Brasil, que em geral significa órgãos ineficientes na fiscalização, ávidos pelo seu dinheiro e sem oferecer realmente uma contrapartida positiva ao mercado e ao profissional.
    Do jeito que o projeto está, igualando todo e qualquer cargo de TI ao Analista de Sistemas, vai causar um dano absurdo ao mercado e aos profissionais.
    Não acredito que se consiga criar no Brasil um órgão de fiscalização ágil o suficiente para punir o mal profissional e ainda acompanhar as evoluções técnicas da área. O projeto simplesmente engessa o mercado, os cursos de formação e tira profissionais de seus empregos.
    Em suma, a regulamentação ainda precisa ser bem discutida. O projeto como está, é simplesmente uma grande merda.

    P.S.: Me pareceu também que muitas pessoas aqui confundem o papel do órgão de fiscalização com o dos sindicatos, o que infelizmente acontece nos próprios órgãos.

  24. Pingback: seiti.eti.br » Regulamentação de profissões na área de TI

  25. Elcio, a lei é realmente inútil. Até nos aspectos negativos. Duvido que os problemas que você levantou realmente passem a ocorrer. Isto porque a lei não vai “colar” num país que necessita que leis “colem”.

    E é irônica esta lei ser tão discutida quanto à do jornalismo, mas em lados opostos da moeda. =)

  26. Muito bom o post, Élcio. Não tinha lido sobre o projeto ainda, e agora que estou a par da situação, acredito que a lei não está aí pra nos proteger, e sim para engessar a área. E não falo aqui como engenheira que trabalha como analista de sistemas, mas como analista de sistemas que convive todos os dias com profissionais dos mais variados níveis e diplomas (ou não), e que não sente que a área de TI de uma empresa não perde com isso, pelo contrário, ganha com a diversidade. Quanto ao piso salarial de um engenheiro, citado como exemplo nos comentários, não passa de um número que não é respeitado pelas empresas (entrem num grande site como a Catho e vejam vagas oferecendo até menos de mil reais), se alguém acha que um piso salarial é garantia de algo, repensem seus conceitos.

  27. O grande problema, acho eu, no debate, é o medo do profissional que ganha mais, ganhar menos. E a vantagem do profissional que ganha menos ganhar mais.

  28. Quando li a notícia eu fiquei um tanto quanto assustado porque não tenho formação em TI. Porém, tenho mais de 10 anos na área. E a maior parte do tempo que tenho de experiência é impossível comprovar porque foi trabalhando como PJ. Agora eu coloco uma questão:
    Além de me sustentar eu tenho uma filha, uma mãe e uma avó doente para sustentar. Jamais deixei de finalizar um projeto, sempre procuro me aperfeiçoar (por ano leio aproximadamente 10 livros de TI), nunca participei de um projeto fracassado. É justo uma lei como essas entrar em vigor e me classificar como um contraventor, me impedindo de trabalhar e sustentar minha família?
    Eu vim de família pobre e foi a TI que me fez enxergar novos horizontes. Sem ela eu não sei o que eu seria; é o meu talento, é o que gosto de fazer e sou competente nisso.
    Complicado isso meo… conheço algumas pessoas (e não são poucas) que estão na mesma situação que a minha e olham para a TI com a esperança de melhorar de vida. Pois o mercado dá chances para quem quer aprender.
    Eu não me formei em TI porque na época eu achei que fazer Administração seria mais interessante, levando em consideração a questão da multidisciplinaridade. E também porque eu queria aprender a lhe dar com pessoas.
    Agora vou ter que virar vendedor ou tirar carteira de motorista D… sabe-se lá o que pode acontecer nesse país onde tudo é possível…

  29. Continuo com o meu argumento:

    Não somente sou a favor da regulamentação como sou a favor de fazerem provas para adquirirem o direito de exercer a profissão de analista.

    Técnico, programador, tester e o diabo a 4 façam o que quiser, faz um cursinho técnico e pega o cargo. A empresa paga quanto quer, não existe teto salarial na prática, mas seria ótimo ter um piso descente que não temos.

    “Ah, mas um cara que não tem faculdade é melhor profissional que um que tem” Me provem isso. Um cara sem diploma pode ser melhor programador que um que tem, mas TI não é somente programar, sinto muito por quem têm visão limitada quanto a isso.

    • Luke +1
      Concordo com vc!!!!!

    • @Luke
      Mas como alguém iria definir o que é um conteúdo mínimo razoável em uma área que muda radicalmente em pouco tempo. Se usassem a prova da POSCOMP ia ter muito pouca gente habilitada a trabalhar, porque o povo vai muito mal. E olhe que a prova nem é tão abrangente assim.
      E outra, conheço sim muita gente que não é formada na área e é melhor do que gente formada, principalmente quando você pega esses cursos de TI em faculdade Uniesquina. Provavelmente você nunca teve a chance de trabalhar com um matemático ou físico, por exemplo. E eles não só programam. Tem muito cara que sai de uniesquina sem nem saber isso.

    • Acho que ficou claro agora quem na verdade tem a visão limitada.

    • Ué, se se trata só de números, Luke -3 então :-P

  30. Fiquei um bom tempo tentando argumentar exatamente sobre isso na comunidade Regulamentação da Informática no Orkut, mas os participantes daquela comunidade eram (na verdade, ainda são) demasiadamente ignorantes para contra argumentar e quase todos partiram para argumentum ad hominem (contra minha pessoa). Também sou formado nesta área (em faculdade pública diga-se de passagem) e sou totalmente contra esta tal regulamentação. Minha monografia foi baseada exclusivamente sobre os prós e contras deste tipo de conchave (“travamento”) para a profissão. Infelizmente, alguns formandos em Unimerdas da vida (leia-se desempregados) acham que regulamentando a profissão, automaticamente estarão empregados, etc… Enfim, tudo o que o autor do tópico citou eu também debati na minha monografia, e ainda acrescentei as certificações (Cisco, Microsoft, ASP…) como boas referências para afunilar o mercado desses “prejudicados por não haver um conselho de classe”. Haha.

  31. Quem aqui sabe o que é Orientação a Objetos?Pois bem, o cara que a criou Alan C. Kay (http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Kay) um dos maiores nome em Computação vivos e se vc usa essa tal de OO vc deve isso a um Biólogo. Alguém sabe o que é Internet?Pois bem, devemos boa parte disso a um físico (http://en.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee). Agora imaginem se esse biólogo, físico, bibliotecário ou seja lá o que for esteja aqui no Brasil. Com essa lei ele nunca vai poder contribuir…nem existir. Eu já disse no meu blog uma vez e repito. Se alguém me apresentar um argumento válido para regulamentar a profissão de TI eu mudo minha opinião, pq até agora só argumentam balela. O Brasil é um país em Desenvolvimento com um déficit de emprego na área de TI. Ou seja precisamos de gente e não criar uma barreira para isso.

  32. Excelente post. Também sou graduado em computação (well, quase na verdade) e concordo que exigir diploma é furada e não resolve nada. Ainda assim, acho que deve haver algum tipo de responsabilização civil pra quem desenvolve software de má-qualidade, querendo ou não o mundo hoje depende cada vez mais dos computadores, da internet e dos softwares que fazem essa porra toda funcionar. Na União Européia estão discutindo isso, mas não faço idéia do que fazer a respeito. Na verdade, acho que ninguém sabe ainda.

  33. Creio que a regulamentação pode até vir. Não vai interferir em nada no nosso modo de trabalho.

    Vai continuar a mesma coisa. Os caras que fizeram um curso superior vagabundo qualquer vão continuar cobrando o preço piso da tabela pra fazer uma porcaria qualquer no cliente que depois vai ver que fez uma burrada e vai contratar um cara bom de verdade pra fazer o serviço novamente de forma correta! Simples.

    O mercado sempre nivela esse tipo de coisa, portanto quem é bom profissional não tem com o que se preocupar.

    Portanto, para nós que temos a graduação na área e consciência de que fazemos um trabalho de responsabilidade não terá a menor diferença, estamos brigando pelos manés cheios de tutoriais e etc. Não to afim de comprar uma briga como essas, pra mim não vai mudar nada!

    Abraços Srs.

    E tenham mais calma, vocês estão levando pro lado pessoal e vão terminar arrumando um inimigo por aí! Rsrsrs. Mais CALMA!!! kkkk

  34. Acho que essa regulamentação é mais para a receita federal, já que tudo está indo para o lado de TI, sem aquela papelada de antigamente, seria um contator mais sofisticado. Depois se der algum rombo na receita eles sabem para quem partir em cima.

  35. Pingback: BrAcad » A favor do Conselho de Informática

  36. Cara, é impressionante como as pessoas (e os políticos principalmente) querem regulamentar tudo só pra criar mais um conselho cabide-de-emprego que não faz p—- nenhuma.

    Se só quem tem diploma de “Ciencias da Computação” é que entende algo de desenvolvimento de software, então vamos ter que abandonar todos os principais sistemas operacionais. O Linux foi criado por um estudante, Bill Gates nunca terminou a faculdade etc etc etc
    Sem falar que grande parte dos melhores softwares disponíveis hoje são community-sourced e não tem a menor possibilidade de que todo mundo que contribuiu tenha diploma.

    Peguem as mais bem sucedidas startups americanas e vejam quantas não foram fundadas por desenvolvedores formados em linguistica, administração, filosofia, matemática etc.

    Nenhum país desenvolvido sequer cogitou essa regulamentação, mas vai ver o senado brasileiro tem uma compreensão mais elevada da realidade, né?

    Tanta coisa precisando ser feita e o povo só quer andar pra trás! Assim o brasil vai continuar oscilando pra sempre com preço de commodities.

  37. Tem um argumento que nunca entendi:

    “Você faria uma cirurgia com um médico não-formado?”

    A resposta, no caso, é: não! Mas, vem cá, porque eu preciso de uma lei me proibindo de fazer uma coisa que eu não quero fazer? Obviamente, no caso da medicina, em especial a emergência médica, você nem sempre tem a opção de escolher quem é seu médico, analisar o curriculo etc. Com TI é completamente diferente.

    O raciocínio “eu acho isso melhor, logo tem que ser obrigatório para todo mundo” é típico das ditaduras e tiranias, nunca de uma democracia.

    Numa democracia o pensamento deveria ser “eu prefiro fazer dessa forma, deveríamos garantir o direito de qualquer pessoa fazer assim”. Traduzindo para o caso em questão: “se eu acho que só os formados são bons, devemos garantir o direito a todos de só contratar formados”. Só que esse direito já está garantido desde sempre! A empresa só contrata quem quiser, e pode escolher os próprios critérios, e se alguém se passar por formado sem ser, está cometendo um crime e pode ir pra cadeia.

    O projeto de lei em questão não aumenta a possibilidade da empresa de garantir qualidade, não garante o direito de quem quer exigir diploma, na verdade não garante nenhum direito a ninguém: apenas destrói o direito legítimo de quem quer contratar, conscientemente um profissional sem formação específica, e o direito desse profissional de atuar na área.

    Na prática, pouca coisa vai mudar no mercado: as empresas grandes, médias e micro vão continuar contratando exatamente da mesma forma – so que agora vão dar um dinheiro por fora para alguém assinar como “analista de sistemas responsável”. É o que já acontece com todas as profissões regulamentadas.

    Ninguém vai ganhar mais por causa da lei. Ninguém vai estar automaticamente empregado. Mas todos vão ter que pagar a taxa anual para o conselho, taxas para registrar projetos, taxas de inscrição – taxas para sustentar um cabide de empregos.

    Numa área em que muitos sistemas são desenvolvidos em poucos dias, para dar conta da evolução rápida do mercado, passaremos a esperar a burocracia do registro. Certamente isso deve contribuir muito para o aumento da qualidade.

    Mesmo que essa lei pudesse gerar um aumento no salário dos analistas, o argumento continuaria errado. Leis não são feitas para beneficiar grupos, para o povo.

    O interesse da população em poder contratar serviços de TI pelo preço que desejar – de preferência o mais barato possível – é muito mais importante que o interesse dos profissionais de um mercado já inflacionado (devido a falta de profissionais) em garantir um salário artificialmente alto para seus integrantes menos experientes e qualificados.

    Enfim, lei não muda a realidade, se não vale a pena para uma empresa pagar 4000 reais pra você, porque o que você produz não vale isso, ou porque a empresa não tem grana mesmo , não vai ser a canetada do Sarney que vai resolver sua vida. Na melhor das hipóteses a empresa vai demitir você e terceirizar tudo.

  38. Que a sorte seja lançada!!!

  39. Pingback: Tecnologia como informação » Regulamentação das profissões de TI

  40. Sabe o que mais me desanima? Ver esse monte de goiaba defendendo essa bizarrice (regulamentação).

  41. Falou tudo, Daniel. O pior é que fora os “argumentos” já conhecidos – e que são bem fracos, por sinal, – ainda não vi nenhum outro que me fizesse parar pra pensar.

    Tudo que tem o Azeredo no meio eu já sou naturalmente contra. Talvez estejamos assistindo a alguns parentes dele perdidos por aí, que querem se sentir protegidos até a aposentadoria sem ter de fazer muita força. :-)

  42. @Flavio “Quando se desenvolve software para uma locadora, tudo bem, não há problemas, mas quando falamos de sistemas ERP, BI, CRM e de missão crítica que envolve dinheiro, vidas humanas e vidas de corporações, caso algo saia errado quem culpar?”

    Culpar o culpado, obviamente. Leia isso de novo.

    “Coloque-se no lugar de um empresário que necessite de um sistema, qual a garantia legal e técnica que você pode dar a este empresário.”

    Isso é absolutamente absurdo, não existe esse tipo de garantia em informática. Somente loucos fariam isso. Não acredita? Dá uma olhada na EULA do seu amado Windows. Oops, se ele detonar seus arquivos importantíssimos você não vai poder processar a Microsoft. Lembra daquela parte WITHOUT ANY WARRANTY? Pois é, você concordou com essa cláusula. Portanto, se ninguém garante nada, NEM MESMO EMPRESAS COMO A MICROSOFT, por que você trouxa vai passar a atestar que o seus sistema é infalível? Bah.

  43. Pingback: Twitter Trackbacks for Contra a regulamentação da profissão de analista de sistemas « TI SIMPLES [tisimples.wordpress.com] on Topsy.com

  44. Estou pagando 700 reais por mes para ter um diploma, aprendi muiiita coisa na faculdade sim! Desde complexidades de algorítimos até ÉTICA que seria bom se toda faculdade tivesse essa matéria. E hoje tenho um baaaita emprego porque EXIGIA cursando CIENCIA DA COMPUTAÇÃO, e seria ÓTIMO se ele fosse reconhecido, pois querendo ou não, quem tem nível superior está há VARIOS passos de quem leu um livrinho na banca. (5 anos é uma vida e não uma brincadeira)
    =)

    • @doceangel
      Acho que ninguém duvida que um bom curso seja algo ótimo para a formação de um profissional. Mas se ele é tão bom, para que esse profissional tão bom precisa da lei protegendo seu rabo? Concorda que se o curso agrega tanto assim, você não precisa de lei nenhuma para fazer revserva de mercado?
      O meu medo são os cursos picaretas que vão formar os carinhas que vão se formar facilmente e vão ficar tranquilos com o mercado porque a regulamentação permite que eels fiquem acomodados, já que acaba faltando profissional. Ou faculdades que vão ganhar uma grana só para vender diploma para quem precisa.

  45. Cursos picaretas já existem. Prefiro competir com alguém formado( mesmo sendo picareta) do que com um nerd que não possui vida social auheuahaue.
    Pelo menos o perfil das empresas mudaram, antigamente era possível ver aqueles “sobrinhos” ou nerds em cargos na área de T.I . Hoje em dia as empresas contratam profissionais capacitados na área devido a esses nerds terem feito algum tipo de merda!

  46. Eu gostaria de ser consultado, como foi, sobre o plebiscito de armas… quero saber de toda a população que trabalha com TI o que ela pensa ou acredita… não estamos em uma democracia?? Porque devemos aceitar que os incompetentes dominem o todo? O conselho vai ser utilizado como arma pelos incompetentes de canudo que vão dizer: – Você não pode atuar, não tem um canudo, vou processar você.

    Ridículo.

    • Você pode dar sua opinião entrando em contato com senadores e deputados. Se fossem fazer consulta pública para tudo, não ia sobrar dinheiro nos cofres públicos

  47. É preciso haver uma regulamentação da profissão. Acho que a criação de um Conselho nos modos como já existem outros, não resolve o problema!!! Mas deve existir algum Orgão que regule essa área.

    Sou Programador e desenvolvo Sistemas para Impressoras Fiscais ECF. Precisarei novamente Homologar meu software. Conversei com o fiscal da Fazenda e ele me disse, que agora segundo o novo ato COTEP, se houver sonegação fiscal terei que assumir também essa responsabilidade.

    Sinceramente estudei p/ caramba para fazer esse sistema e me preocupo muito em não ter problemas com o fisco.

    Sei que tem programadores que contribuem com a sonegação e que não tem nenhuma Ética profissional. e pode ter certeza que não irão sofrer nenhum processo por sonegação por que na maioria das vezes quando esplode a Bomba eles somem, e não assumem as suas responsabilidade, deixando o cliente abandonado.

    Fiz Faculdade e pode ter certeza que foi a melhor escolha. Quem passou por uma faculdade tem uma visão da área muito maior do que aqules que não fizeram.

    Acho que precisa haver um controle, p/ punir quem não tem comportamento Justo, e assim separar o trigo do joio.

  48. Álan Crístoffer

    “Você pode dar sua opinião entrando em contato com senadores e deputados. Se fossem fazer consulta pública para tudo, não ia sobrar dinheiro nos cofres públicos”

    Sim, alguem ja disse isso no blog do Akita mas… como eu consigo o email desse pessoal? De preferencia de quem ta tentando criar e de quem vai votar nela…

  49. Eu cheguei a mandar email pro Suplicy a respeito disso, mas infelizmente não recebi nem resposta automática.

  50. Álan Crístoffer

    luis no blog do Akita (nao tem problema mencionar outros blogs aki, tem?) disse que conseguiu travar uma discussao com Expedito Junior… Vou criar um email e mandar para todos os senadores/deputados. Se todos fizerem isso, msm que eles nao respondam, pelo menos vao ver q o Povo nao ta gostano da idea…

  51. Pingback: Mande esse texto aos senadores da república! - CMilfont Tech

  52. Àlan e demais companheiros…
    foi criado um email com os enderecos de senadores no qual se usa o post desse blog como texto:

    http://www.milfont.org/tech/2009/08/28/mande

    -esse-texto-aos-senadores-da-republica/
    protestem voces também!!
    @elciok,sem problemas?

  53. Acho importante deixar a informação de que a SBC é contra a regulamentação.
    Link: http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107

  54. A todos os que são contra essa aberração: por favor, considerem enviar um e-mail e/ou carta aos senadores membros do CAS. A carta que enviei e a relação dos e-mails está nesta página: http://www.fzort.org/mpr/stuff/contra-a-pls-607-07.html

    Por favor se manifestem!

  55. Deixe de hipocrisia!!! REGULAMENTAÇÃO JÁ!!!

  56. Concordo em parte… porém, acho que a ára de TI em geral precisa de algum tipo de regulamentação, do jeito q tá é q não pode ficar.

    • Ok. Não pode ficar o que?
      Qual é o grave problema que precisa ser resolvido?

      Até agora o único motivo que vi para essa lei foi a SUPOSTA falta de motivos pra não tê-la. O que é claramente absurdo.

  57. @Diego Barreto: o seu blog tem Linux no título. Para ficar em um único exemplo: que você acha do “autodidata” (e médico anestesiologista na “vida real”) Con Kolivas mexer no scheduler do kernel?

  58. Diego Barreto,

    Em países mais desenvolvidos não é preciso contar com uma horda de contadores e advogados tributaristas para que as coisas andem nos trilhos. Simplesmente porque tudo é mais simples.
    Você quer mesmo que as coisas se compliquem? Então tenta regulamentar uma profissão que tem como base uma ciência nova e ainda pouco sólida e que tem seus paradigmas mudados completamente num período de poucos anos.
    Não adianta, se isso ocorrer estou certo de que maus programadores (indianos ou brasileiros) continuarão sendo mal pagos para desenvolver os sistemas e que um “Analista” com uma carteirinha vai receber por fora para assinar o projeto. É assim na construção civil – aproveitando que você tentou comparar com esta área -, em que a responsabilidade direta sobre vidas é muito maior do que em TI.
    Quando você fala de responsabilidade, eu pergunto: tem que ter um CREA ou algo do tipo para ser responsabilizado? Por que uma empresa (e seus funcionários) que desenvolve um sistema que cause prejuízos não pode responder pelo dano?
    Como o elciok disse, sua argumentação é fraca por se basear na premissa de que engenheiro civil é igual a desenvolverdor/analista. Primeiro você precisa claramente provar isso.
    Esse o meu mundo em que eu vivo! ;-)

  59. Olá Pessoal,
    Estou fazendo um trabalho sobre a regulamentação da profissão para futuros profissionais de Ti(no qual me incluo) e profissionas atuantes.
    Agradeceria muito se vocês pudessem me ajudar com material para estudo.

    E claro, assim que formar minha opinião sobre o assunto, terei o maior prazer de opinar sobre o assunto.

    Obrigado

    • @Adenisson
      Sugiro que você dê uma lida no projeto de lei, que você encontra no link no começo do post. Ele é curtinho e nem tão complicado.

  60. Em que melhoraria o campo profissional a criação de um conselho regulamentado,e como viabilizar essa implantação ? Isso é oque deve ser avaliado.
    Hoje no Distrito Federal a demanda de serviço na área de tecnologia não suplanta os profissionais existentes no mercado, fica sempre faltando muita gente. Imagina se os profissionais já existentes tiverem que voltar a estudar o que já fazem profissionalmente? Quem vai suprir o mercado?
    Sinceramente :,vejo gente com diploma na mão que não faz metade do que os que estão na área somente com certificação.As provas da certificação são muitas vezes mais complexas do que as oferecidas na formação universitária.
    Quem quer ser um ótimo profissional tem que buscar tudo que puder, isso inclui todo tipo de certificação, universitária ou técnica.
    Sou estudante de TI e comprovo no meu dia a dia , dentro e fora da sala de aula o que estou dizendo. Acho todas as certificações importantes , mas um não supera o outro e vice-versa.
    Sendo assim o universitário também deveria ser obrigado a comprovar na prática seus conhecimentos, e isso não acontece frequentemente . É injusto abraçar o profissional universitário e não respeitar o prático, sendo que no final das contas bom mesmo é aquele que resolve o problema. Então por qual razão seremos injustos promovendo quem ainda não comprovou o que sabe e rebaixando os que já tem prática ? A diferença para alguns esta no papel timbrado ,mas, na verdade um passo mal dado nessa questão vai gerar um transtorno inigualável em toda população brasileira.
    Implantações devem ser feitas mas sem prejudicar a área já estruturada hoje.

  61. Comparar profissões de outras áreas com TI acho meio forçado, já que medicina, contabilidade, engenharia são áreas que não há muita mudança nas coisas, sou formado em ciências contábeis e pelo que aprendi sobre administração de empresas, eu não contrataria uma pessoa qualquer pra tomar conta da área de TI, pois sei qual a importância que ela tem para a evolução da empresa, quanto aos softwares BI, ERP, SAP, etc. até onde eu conheço existe uma certificação pra mostrar que o profissional sabe trabalhar com eles, e não é necessário ter um diploma de graduação pra conseguir essa certificação, assim como boa parte das tecnologias em TI, na minha opinião uma certificação em java, .net, etc vale mais que um diploma. Eu não havia pensado nesses problemas que a regulamentação pode trazer, na verdade eu via como algo bom, mas realmente não é, pois vai dificultar muito a situação de quem trabalha na área. E só pra saber, onde eu conseguiria um “Diploma de Graduado em Arquitetura da Informação”? Estou no segundo ano de Sistemas de Informação tbm, e não tenho aula de calculo estrutural, nem nada na área de biológicas, então quer dizer que eu não posso tentar emprego como desenvolvedor na AutoDesk, já que a faculdade não está me dando base nenhuma em Engenharia, tbm não posso desenvolver programas relacionados a DNA, Câncer, nem nada da área médica. Um Diploma não faz um bom profissional em TI, assim como um registro não garante que o médico não seja um tarado ou um sádico que vai marcar o nome dele em vc porque fez um bom trabalho ou aproveitar que vc está desacordada e abusar sexualmente de vc. trabalho na área de engenharia e alguns engenheiros com “Registro” fazem umas coisas que as vezes eu dúvido que fizeram. Como sempre os Políticos sempre piorando a situação, nunca melhorando.

  62. Você é Empresário, só pode! Prefere pagar barato!

    • Não sou amigo. Só prefiro que não se criem mais empecilhos pros empresários poderem criar mais empregos.

    • Mas que comentáriozinho mais sem noção, cidadão! Você agregou alguma coisa com esse comentário? Não se deu nem ao luxo de citar a parte onde você conclui que o autor (ou algum outro comentarista) é empresário.

      Agora, você sim, pareceu um estereótipo: tenho certeza que eu e outros que leram sua importantíssima frase, na mesma hora já vão imaginar que ou você está sem emprego, ou então ganha menos que alguém do seu lado no trabalho, achando que é por causa do mercado cheio de empresários malignos. Não amigo: o estereótipo real é que você deve ser fraquinho na área, e está doido pra ver essa lei chegar e te “garantir”, não é?

  63. Gente é tudo tão simples, essa lei não poderia ser aprovada, mas na hora da contratação faz uma prova e ja era, quem tiver mais capacitado pra vaga entra, ou seja quem tem mais conhecimento vai se dar melhor independente dos diplomas q nem sempre significa alguma coisa. Vamos aprender a ser mais prático é objetivo, só assim nosso pais vai andar pra frente, um forte abraço a todos.

  64. É realmente uma pena que o nosso país tenha a cultura das soluções mágicas através da burocracia. Como impedir que sistemas sejam desenvolvidos por pessoas incompetentes? Ora, a regulamentação não pode apurar a qualidade de um projeto. Quem deve apurar é o contratante e o cliente.
    É a responsabilização do profissional e a competição que motivam o profissional a se aperfeiçoar. A transferência de responsabilidade entre profissionais e a oneração de novas iniciativas criam fragilidades (moral hazard) e reduzem a competição.
    Reservas de mercado só enfraquecerão o setor, todo brasileiro deveria ter isso bem claro na memória. Especialmente profissionais de informática.

  65. Sou completamente a favor da regulamentação, os profissionais de verdade só tem a ganhar. Quem reclama é amador dizendo que é profissional mas que não quer ser profissionalizar!!!

  66. Acho isso uma verdadeira arbitragem , pois é uma grande bobagem, essa lei .
    Sou contra , contra, e contra isso ….. senadores não tem oque fazer não , ives de ficar tentando prejudicar profissionais de uma area tão crescente e prospera…. Estou torcendo para que essa lei , fique por la mesmo…. aff…

  67. esta lei é um atraso.
    Diploma não é tudo… “quem sabe concerta,quem procura acha,quem não sabe aprova a lei 607″

  68. Regulamentar criando um TETO seria a melhor coisa!
    Analista Trainee R$2500, Analista Jr. R$3000 Analista Pl R$3800 Analista Sr R$4800 Analista Especialista (10 anos ou mais de profissão) R$6000.
    Pronto, a partir daí podem fazer o que quiserem que o próprio mercado vai pensar 500 vezes antes de contratar um zé roela pra fazer o serviço. O problema é ver Analista Sr sendo contratado por R$1500 e sendo vendido pras empresas por empresas de consultoria a R$5000 …

    • Rodrigo, isso deveria ser o PISO!

      Trabalho há 10 anos com informática e é ridículo as “oportunidades de emprego” que aparecem nos jornais, nesta nossa área. Ainda não sou formado, estou me formando, mas faz tempo que defendo uma regulamentação de nossa profissão.

      Os baixos salários e essas “oportunidades” me desanimam, continuo na área apenas por que gosto do que faço. Manter-se atualizado é caro e em TI isto é constante.

  69. Olá Elcio, tudo bom? Gostaria de pedir permissão para reproduzir seu texto em meu blog (devidamente linkado e creditad). Está cada vez mais crescente o número de pessoas à favor da criação de um conselho, mas não sabem os podres que isso trará para a categoria.

  70. Na maioria dos paises estrangeiros, em especial os EUA, não existe “serviço de informática”, o que existe é um produto vendido(o software), a maioria das empresas de informáticas se registram como indústrias que “fabricam alguma coisa”.

    Aqui o pessoal não tem essa visão, estão confundindo TI com contabilidade ou medicina e geral já enxerga softwares houses como “prestadores de serviços”, hehe coisas que só acontecem no BraZil(com Z mesmo)!.

  71. Concordo com o post. As pessoas tao achando que se tiver regulamentacao eles vao automaticamente receber o “piso” salarial. Minha irma e um exemplo, faz engenharia de producao. Ela comecou com um tecnico e entrou para um estagio onde o trabalho tinha mais a ver com eng. de prod. dai foi que ela descobriu que gostava da area. Ela entao ja “trabalha” na area ha 4 anos, terminara a faculdade em 1 e perguntei se ela recebera os 6, 8 ou 9 salarios minimos que eh o piso de engenharia. A resposta dela: Tenho certeza que nao, a maioria das pessoas nao se tornam engenheiro de cara, muitos viram analista e quem sabe um dia, se esse dia chegar, virarao engenheiros (serao analista 1, 2 …). Este mesmo caso, na area de ti, se um bom profissional, teria ja um bom salario (nao de estagiario como o dela), teria muito mais conhecimento, pois passaria por projetos, menos burocracia…
    Outro ponto a destacar e, empresas que terao que contratar o Analista para assinar o farao, mas, contratarao um ou o numero minimo e, a maioria restante, que tambem tem o mesmo conhecimento, sera “tecnico de dados 1″ ou qualquer outro nome que vao inventar… Voce continuara fazendo o projeto, fazendo de tudo, pagando a anuidade do conselho e tendo seu projeto, assinado pelo cara que tem o cargo… Voce so fara com que as oportunidades de se desenvolver na sua empresa sejam mais dificeis.

  72. Concordo com o texto plenamente! O que adianta conselho? A primeira coisa q eu vou fazer se for regulamentada vai ser abrir uma faculdade para o cara formar em 2 anos e ganhar o diploma, só que se ele pagar bem eu dou um jeitinho para ele conseguir em 6 meses. Gente isso não funciona. Todas as áreas, quem se destaca é pq tem talento não pq tem diploma. A engenharia cívil, por exemplo, sou capaz de apostar que existem mais obras sendo feitas no brasil por gente sem diploma do que sistemas -ah mas as grandes empresas de engenharia só contratam com diploma- mas as grandes de software idém. E outra coisa o cara pra ganhar dinheiro ele tem que ser empreendedor, isso é em qualquer área. O que mais tem hoje em dia é zé mané com diploma de sistema de informação. Seria melhor então o seguinte: para trabalhar na área tem que saber inglês fluente, isso não é qualquer zé mané que tem, talvez uns 5% dos profissionais da área. Como não é qualquer zé programador que sabe realmente programar sistemas complexos, pois se soubessem ganhariam bem, independente de conselho. Conselho só serve para colocar esses sindicalistas inúteis na única empresa que são capazes de gerênciar um conselho de classe aff

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