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K.I.S.S (Keep it simple, stupid – Mantenha isto simples, estúpido)

Hoje o MG Siegler publicou um post fantástico, chamado “Keep it simple, stupid“, na Techcrunch. Como o post tem muito do espírito de TI Simples, resolvi traduzir e postar aqui, mas se você lê inglês, sugiro que leia o original e seus comentários. Não concordo com 100%, mas posso dizer que concordo com 89,7% do que ele diz. Segue abaixo:

M-I-S-E. Mantenha isto simples, estúpido. É um mantra que sempresurge em minha cabeça quando estou olhando para novas startups. Muitas delas parecem querer fazer um milhão de coisas diferentes porque as outras companhias tiveram muito sucesso com uma daquelas coisas no passado. Mas isto é uma idéia ruim. Muitos produtos e serviços são complicados demais. E eu diria, que frequentemente fracassam como um resultado direto disso.

Aparentemente, faz sentido oferecer aos usuários várias opções de funcionalidades, e deixá-los decidir o que usar e o que não usar. Mas decisões podem ser um peso. Ainda mais porque usuários normalmente não são bons tomadores de decisão. Pode ser uma blasfêmia dizer que os usuários querem que digam o que eles tem que fazer, mas no mínimo eles querem ser direcionados.

E isto é importante. Porque não é como se a falta de decisões precisa ser limitante. Pegue o Twitter, por exemplo. Começou como um serviço feito para compartilhar o que quer que você estiver fazendo em 140 caracteres ou menos. Mas rapidamente evoluiu para muito mais além disso – em algo que os criadores não previam. Mensagens para outros usuários, links para artigos interessantes, relatórios de desastres – isto vai bem além de simplesmente contar o que você está fazendo, mas eles ainda trabalham dentro dos parâmetros estabelecidos pelos criadores.

Desde a sua criação, algumas pessoas tem dito que o Twitter é uma besteira. Essas pessoas não estão necessariamente erradas, mas até mesmo elas precisam admitir que eles fizeram uma coisa muito certa: Manter o serviço simples. Quantos pedidos para adicionar uma funcionalidade ou outra já não foram enviados? Todos fizemos isso. Mesmo assim, o Twitter (sim, talvez ajudado pelo fato de que no início eles não tinham o número suficiente de engenheiros durante as quedas constantes do serviço), continuou no seu curso e manteve seu produto extremamente simples.

Isso, por consequência, levou a criação de um ecossistema de aplicações de terceiros que rodam em cima do Twitter. E Twitter, o servicinho que todo mundo chamava de besteira apenas há alguns anos atrás, está claramente tendo efeitos diretos em serviços web gigantescos – como o Facebook.

Vamos falar do Facebook por um segundo. A razão número um para eu começar a usar o Facebook ao invés do MySpace há anos atrás é porque ele era muito mais limpo, mais arrumado – sim, mais simples. Mas com uma explosão em crescimento, veio uma explosão de funcionalidades. E, por consequência, uma explosão de complexidade.

Eu argumentaria que essa é uma das razões para tanta revolta quando o Facebook faz mudanças de design hoje em dia. Realmente é bem difícil dominar o uso do Facebook, e um monte de usuários (e desenvolvedores) investiram muito tempo nisso, apenas para ter o tapete puxado debaixo de seus pés por causa de algumas mudanças fundamentais.

Essas mudanças exigem mais trabalho para ser investido em aprender o sistema de novo, e isso tira o principal valor do Facebook: Usar sua rede para encontrar informações sobre seus amigos. Não é surpresa que isso deixe as pessoas irritadas.

Em uma escala muito maior, eu diria que essa é a mesma armadilha em que o Windows cai. Microsoft simplesmente não pode fazer muitas mudanças fundamentais – mesmo que muitas pessoas digam que provavelmente eles deveriam – porque as pessoas vão enlouquecer se eles fizerem. Nós vimos isto acontecer um pouco com as mudanças fundamentais no Vista – apesar de que, para ser justo, a performance do Vista deve ser sua pior desvantagem.

Ao invés disso, a Microsoft está presa em um ciclo de adicionar novas funcionalidades a um produto que é basicamente o mesmo que era há pelo menos uma década, se não por mais tempo. Novas funcionalidades agradam alguns usuários, mas no final, esse ciclo é uma proposição de fracasso. E a Microsoft torna isso ainda pior oferecendo diversas variações de um produto similar onde não fica realmente claro quais são as reais diferenças.

Se você precisa adicionar novas funcionalidades, eu acho que uma abordagem muito melhor é a que o GMail recentemente começou a tomar com o Gmail Labs. Ao invés de colocar funcionalidades novas para todo mundo enquanto espera pela revolta inevitável, Google faz com que as funcionalidades sejam opcionais, através do Labs. Desta forma, é realmente culpa do usuário se ele não gostar da mudança – e mais importante, é fácil de corrigir. Simplesmente desligue a funcionalidade que você não gostou.

Mas vamos voltar ao núcleo da simplicidade. Simplicidade pode frequentemente significar beleza. Apenas olhe para o que a Atebits fez com Tweetie, um cliente muito simples de Twitter para o iPhone e agora para o Mac. Existiam vários outros clientes de Twitter por aí, mas Tweetie, em minha opinião, é muito melhor porque é simples. Não está tentando fazer muita coisa. Não está tentando puxar o meu feed de Flickr e o meu feed do Facebook. Ele faz uma coisa – e faz essa coisa muito bem.

Outro exemplo é Instapaper, o serviço de bookmark web que eu uso várias vezes ao dia. É assim que ele funciona: Você puxa um bookmarklet para a sua caixa de ferramentas, então quando você encontra algo que quer ler mais tarde, você clica nele. Pronto. Você não precisa de um password se você não quiser. Isso é brilhante porque significa que eu não precisa ficar me logando várias vezes ao dia como fazia com um serviço como o Delicious. Ee me importo se as pessoas sabem o que eu estou lendo? Não, não me importo nem um pouco. Esse password é um peso para o serviço.

O criador do Instapaper, Marco Arment, foi esperto o suficiente para perceber que mesmo que já existissem muitos serviços de bookmark antes do Instapaper, ele não precisava fazer que ele tivesse todas as funcionalidades que os outros tem. Tudo que ele precisava era fazer algo que é muito bom naquilo que ele faz. Ele fez, e no processo eliminou da minha vida o domínio do Delicious.

Voltado para o Facebook por um segundo, seu mais recente redesign foi em alguns níveis uma tentativa de simplificar as coisas; fazer as coisas mais parecidas com o Twitter. O problema é que Facebook tem uma série de regras e relacionamentos complicados por trás, que torna a simplicidade apenas uma fachada que cai quando você começa a realmente olhar para ela. Apenas tente mudar os aplicativos que podem ser atulizar o stream do seu perfil. Vá em frente, eu te desafio. Digo isso porque é um pesadelo de interruptores e alavancas. Se Facebook realmente quer simplificar as coisas, vai precisar de muito mais do que seu stream de feed principal. 

Outro serviço, FriendFeed, também fez um redesign de seu site recentemente, para tornar as coisas mais simples. Acho que eles fizeram um bom trabaho. E enquanto algumas pessoas não gostaram no começo, a maioria parece gostar agora. Mesmo que não seja assim tão diferente (tirando o fluxo de dados em tempo real), ele está mais limpo, e eles tornaram mais fácil outras pessoas seguirem o que você está fazendo.

Uma das aplicações que foi recentemente adicionada a minha rotação regular é o FourSquare. Porque? Bem, principalmente porque meus amigos o usam. Mas porque eles usam? Porque é simples. No seu aplicativo de iPhone, você só precisa de dois cliques para reservar um lugar. Ou você pode enviar uma mensagem de texto para fazer isso. Porque as pessoas gostam do Digg? Porque é simples. Você pode enviar alguma coisa. Ou pode apenas votar. Ou pode apenas ler.

Acho que para a maioria das startups, eu deveria ser capaz de descrever para você, o leitor, exatamente o que um serviço faz usando uma frase. Claro, você pode achar que o serviço é estúpido (como muitos de vocês pensam sobre o Twitter), mas pelo menos eu posso facilmente explicar sua funcionalidade principal. Com algumas startups de hoje, parece que é uma bagunça do tipo “bem, é este mais este menos com um pouco disto se você fizer isto.”

Uma funcionalidade fantástica vale mais do que uma dúzia de funcionalidades medíocres. Foque nela.

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Storage Area Networks e frigideiras de peixe

Quando os discos internos dos servidores começaram a se tornar um gargalo para o crescimento de alguns sistemas, os engenheiros tiveram a idéia de montar discos externos em dispositivos separados e ligar os servidores com essas máquinas que rodavam os discos. Nesse dia nasceram as Storage Area Networks, mais conhecidas como SAN´s.

A arquitetura mais popular de SAN utiliza o protocolo FCP (Fibre Channel protocol), em que o cabeamento é realizado com cabos de fibra ótica e a “língua” utilizada para conversar nessa rede é SCSI (a mesma utilizada pelos discos SCSI que são ligados diretamente/internamente nos servidores). Normalmente, para simplificar o gerenciamento da estrutura física, são instalados switches de fibra entre os servidores e o storage.

Uma SAN dentro da elipse

Uma SAN dentro da elipse

Para quem lida com redes de computador deve ficar bem óbvia a semelhança com a arquitetura mais comum em redes Ethernet + TCP/IP. O switch de fibra é um primo não muito distante, e que fala outra língua, do switch Ethernet. Os cabos de fibra são os equivalente aos cabos de cobre ou par trançado. A placa HBA é equivalente à placa de rede (e deveria ter um nome mais intuitivo também, como placa de storage ou algo assim).

Mas se as arquiteturas são tão parecidas, porque afinal esses engenheiros reinventaram a roda? Porque não se utiliza a infraestrutura de rede para criar SAN´s? Na verdade existem alternativas que utilizam a infra de rede Ethernet para criar SAN´s, onde o padrão mais utilizado é o iSCSI. Mas quando as empresas começaram a utilizar SAN´s FC, as redes TCP/IP ainda não eram tão confiáveis e nem tinham muita performance. Os engenheiros queriam uma solução que fosse desenhada para operações de I/O para discos, não queriam a gordura que existe nos protocolos de rede e ainda por cima usar uma mídia física que gerasse uma taxa de transferência muito melhor. E por isso reinventaram a roda. Simplesmente fizeram uma roda especialmente para um tipo de estrada.

É aí que entra uma história que um amigo meu me contou uma vez sobre sua avó. A avó dele, sempre cortava o peixe em pedaços menores antes de colocar na frigideira para fritar. Ele então perguntou o porquê disso, já que não via uma razão aparente. A avó dele respondeu rapidamente que ela sempre cortava o peixe em pedaços porque antigamente todas as panelas que utilizava para fritar peixe eram muito menores. Por força do hábito, depois de tantos anos cortando o peixe para que pudesse ser frito, ela continuou preparando o peixe daquele jeito, e talvez nem percebesse que estava fazendo isso.

E é o que eu acho que acontece hoje com SAN´s. Hoje os dispositivos, software e protocolos de redes Ethernet e TCP/IP estão muito mais confiáveis. Hoje já temos o padrão de Ethernet com velocidade de 10 Gbps (a velocidade máxima da fibra ainda é de 8 Gigabits por segundo). É muito mais fácil resolver problemas em redes, já que existem muito mais ferramentas para isso. É muito mais fácil montar uma equipe para cuidar da sua infraestrutura, porque é difícil encontrar profissionais que sejam muito bons para lidar com SAN de fibra (e provavelmente na sua equipe já existem várias pessoas que sabem lidar com redes).

Óbvio que alguns fabricantes de hardware e gerentes de infraestrutura de TI vão defender com unhas e dentes as soluções de fibra. Mas os primeiros são como os fabricantes da faca para cortar o peixe. E os últimos, como a avó do meu amigo.

Software para reduzir o número de reuniões inúteis

Pra que era esta reunião mesmo?

Pra que era esta reunião mesmo?

Um software capaz de diminuir (ou extinguir) o número de reuniões inúteis. Pessoas que trabalham de verdade (que não apenas fingem) provavelmente pagariam milhões por uma solução destas. Principalmente porque muitas dessas pessoas passam a maior parte do tempo presos em reuniões que não agregam muito, só geram mais bagunça (e mais reuniões) e se extendem por muito mais tempo do que deveriam. Se alguém parásse para calcular o quanto de retorno a maioria das reuniões geram para a empresa, as salas de reunião acabariam lacradas.

Um grande erro que muitas pessoas cometem é convocar reuniões para tomar uma decisão. Muita gente para trocar informações, discutir idéias, pode ser algo produtivo. Um monte de gente falando para no final tomar uma decisão conjunta simplesmente é muito tempo e muita energia desperdiçada. Muitas cabeças podem até pensar melhor do que uma, mas levam muito mais tempo para bater o martelo. Se você concorda com isto, deve concordar comigo que a principal função de uma reunião é a comunicação entre a equipe.

Mesmo essas reuniões cujo objetivo é realmente a comunicação, existem algumas doenças que são bastante recorrentes. Entre elas a síndrome de PQEERM (“Pra que era essa reunião mesmo?”), a febre da digressão infinita (onde alguém na reunião começa a fugir bastante do objetivo da reunião para falar das maravilhas da viagem para São José dos Campos) ou o mais comum Mal de NMPMPMCUR (“Não Me Preparei Mas Pelo Menos Convoquei Uma Reunião”). Sem falar no custo impossível de calcular que envolve cada pessoa parar de fazer o que está fazendo para participar de uma reunião. Quando você está executando uma tarefa, e precisa parar no meio, você leva muito mais tempo para retomar depois do que se conseguisse se concentrar e terminar tudo.

Algumas ferramentas simples que já fazem parte do dia a dia do escritório podem ser usados para minimizar o número dessas reuniões. E-mails, telefones, páginas da Intranet ou até mesmo um arquivo de Excell compartilhado podem ser utilizados para divulgar informações, discutir questões e permitir que as pessoas que precisam tomar as decisões cheguem a alguma conclusão. O problema dessas soluções é que o controle que se tem sobre essa informação é muito fraco, a informação fica muito dispersa (“Mas eu te perguntei isso fazem duas semanas! Ah não, esqueci de te copiar no e-mail… “).

A melhor solução que conheço para este tipo de perda de tempo é o Basecamp. O Basecamp é um sistema Web para gerenciamento de projetos criado pela 37Signals. Tem alguns clientes grandes como Warner, Adidas, Kellog´s e USA Today, mas sua base de clientes é composta principalmente de pequenas e médias empresas.

Screenshot do Basecamp

Screenshot do Basecamp

A grande vantagem do Basecamp é que ele é extremamente simples. Eles têm até um depoimento de um cliente contando como sua própria mãe ficou gerenciando o negócio dele por um tempo, de tão simples que é o sistema. Se você é do tipo que acha que software bom é aquele que tem todas as funcionalidades possíveis (que você nem usa), passe longe de tudo que a 37 Signals produz. O nicho deles é produzir sistemas que sejam simples, leves mas que resolvam o problema na maioria dos casos. Para os usuários, isso significa menos tempo e esforço para aprender a usar o software, menos poluição visual na sua tela (como é que as pessoas não enlouquecem com tantos botões e menus o dia inteiro?). Filosofia “Apple iPhone” de software. Simples e direcionado para melhorar a usabilidade do software.

 As funcionalidades principais do Basecamp para gerenciamento de projetos (e para diminuir as reuniões inúteis) são as seguintes:

  •  Lista de tarefas: nada mais é que uma lista de To-Do bem simples, com a diferença de que você pode delegar uma tarefa para uma pessoa da equipe e iniciar discussões relacionadas à tarefa. Imagine criar uma tarefa “escolher novo layout do site”, postar imagens com os layouts propostos, discutir sobre eles, chegar a uma conclusão, sem precisar parar para fazer uma reunião. Agora imagine quanto tempo uma reunião sobre isso poderia levar.
  • Compartilhamento de arquivos: projetos sempre tem arquivos que são muito utilizados. Porque não deixá-los no mesmo lugar onde você tem as informações sobre o andamento do projeto, todos os membros da equipe acessam. É o que os GEDs queriam ser quando crescerem, juntar o documento com o contexto em que fazem sentido. Nunca mais passe 15 minutos em uma reunião com o anúncio da nova planilha para cálculo de impostos.
  • Mensagens: provavelmente a funcionalidade mais óbvia. Comunicação na forma mais simples. Tem um anúncio a fazer relacionado ao projeto? Poste a mensagem na lista de mensagens desse projeto. Comunicação dentro do contexto.
  • Milestones: se você tem deadlines (conhecidas pelo Aurélio como prazos), deliverables (não conhecidos pelo Aurélio, mas seria algo como “coisas para entregar”), pode criar um Milestone e associar tarefas a ele.  
  • Writeboards: editor de texto simples para permitir a edição colaborativa de textos. Bem melhor que passar uma tarde inteira em uma sala de reunião tentando chegar a um texto perfeito para o material do novo produto, com todo mundo querendo dar palpite ao mesmo tempo e com gente fazendo bico porque a vírgula não ficou no lugar onde ele queria.

 Como eu disse, é um sistema extremamente simples. Para quem normalmente associa gerenciamento de projetos com algo como o Microsoft Project, a lista de funcionalidades acima deve soar limitada demais. Só que a maioria dessas ferramentas, para controle mais minucioso de projetos, foi criada pensando em projetos extremamente complicados, em que cada tarefa pode causar um impacto (e um prejuízo) muito grande se não for coordenada e executada dentro do prazo certo. É tão complicado que você precisa parar tudo para planejar o seu planejamento e fazer reuniões para organizar suas reuniões. Se você não está em um projeto para desenhar uma usina nuclear ou construir um foguete espacial, posso dizer com 99% de probabilidade que você não precisa de algo como o MS Project.

Além disso tudo, o Basecamp é muito barato. Com planos que vão de U$24 a U$149 por mês, e todos os planos permitem um número ILIMITADO de usuários. Eles também tem a versão gratuita, com limite para 1 projeto, para que as pessoas possam experimentar as principais funcionalidades. Compare com o preço de licença de um Microsoft Project por exemplo.

Menos reuniões = mais tempo para olhar fotos de pessoas relaxando na praia

Menos reuniões = mais tempo para olhar fotos de pessoas relaxando na praia

Se você conhece alguma solução para minimizar o número de reuniões desnecessárias, poste aí nos comentários. Se tiver uma idéia boa para isto, abra um negócio e fique milionário (ou converse comigo, ;-)).

Hello world!

O primeiro post de um blog sempre é o mais difícil de escrever. Ele dá o tom do que vem logo a seguir, ele mostra aos leitores o que podem esperar ao acessar esta URL.

O mais engraçado é que normalmente o primeiro post é o menos lido, em qualquer blog. As pessoas normalmente encontram um blog porque estavam procurando por algo e ele surge na lista de resultado do Google. Se gostam, colocam nos favoritos (ou del.icio.us, ou qualquer coisa do tipo) e voltam com alguma frequência. Mas só quando gostam muito vão ler tudo até o primeiro post. Então se você está lendo isto, provavelmente preciso agradecer-lhe pela preferência (a não ser que você tenha caído aqui sem querer mesmo). E de qualquer forma, volte sempre.

Aqui pretendo falar um pouco sobre minhas impressões sobre Tecnologia da Informação, Computação, Inovação e Negócios (ou Business para esse povo usa mais palavras em inglês que vírgulas). Aqui não vou escrever sobre novas impressoras ou novos recursos do Excell, porque isso você pode ler na Info Exame. Não vou escrever sobre quem assumiu o cargo de Gerente de TI da consultoria XYZ, porque você pode ler sobre isso na Information Week ou na própria Exame. Notícias, curiosidades e notas rápidas sobre o assunto você encontra no Velho, na Techcrunch, ou em milhares de outros blogs por aí, e por isso não me interessa ficar postando sobre essas coisas.

Aqui meu foco é colocar em evidência produtos, tecnologias e metodologias que tornam a área de TI mais simples, que transformem a vida dos usuários (técnicos e não técnicos) para melhor. Que tenham objetivo de descomplicar ao invés de tentarem consertar todos os males do mundo porque O MERCADO acha que deve ser assim. Aqui eu quero olhar para coisas relacionadas a tecnologia e mercado de um ângulo diferente do que costumo ver em outras fontes.

Ou não, porque nem sempre o primeiro post dita o tom do blog.

Hello world!